10 indicadores da performance pecuária

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Anna Fett

10 indicadores da performance pecuária

No cenário atual da pecuária, as margens são estreitas e muitas vezes não enxergamos o lucro. Isso torna cada vez mais importante a integração entre a experiência do produtor e a era da tecnologia no campo. Então, é essencial para a atividade pecuária que se tenha planejamento, monitoramento, análise de dados e otimização dos resultados, pois não há mais espaço para erros. 


Para a avaliação do sucesso e continuidade do negócio é preciso estabelecer medidas a serem usadas como indicadores de desempenho, possibilitando assim comparações entre diferentes períodos e acompanhamento da eficiência, ou seja, a saúde financeira da atividade. 

A seguir, discutiremos dez indicadores na pecuária envolvidos no sucesso da atividade. 

1. Ganho de peso diário

É a medição de desempenho dos animais sobre o ganho de peso diário, ou seja, quanto de peso o animal ganhou no dia. 

Com a aplicação de tecnologia tornou possível obter diariamente a quantidade de quilogramas engordadas por cada animal, enquanto antes se obtinham médias de um lote inteiro por períodos longos ou pré-estabelecidos.

2. Arrobas produzidas de carcaça

É o indicador de quantas arrobas de carcaça são produzidas durante a operação, seja de recria ou terminação. Utilizando o ganho de peso diário e aplicando a taxa do rendimento do ganho, conseguimos obter o quanto de carcaça esse animal produziu no período. 

No caso de fazer esse cálculo individualizado para cada animal, com o software BeefTrader, por exemplo, o resultado pode apontar a influência de aspectos genéticos, sanitários e nutricionais dentro de um lote heterogêneo, além da eficiência da produção.

3. Rendimento de Carcaça

O rendimento de carcaça é a relação entre o peso da carcaça e o peso vivo de chegada do animal no frigorífico. Esse indicador é dado em porcentagem e mostra quanto do peso vivo do animal é convertido em carne com osso (carcaça).

Após o abate no frigorífico, ocorre a retirada da cabeça, cauda, couro e mocotó, então tem-se a carcaça finalizada, ou seja, o que realmente será aproveitado pelo frigorífico como matéria prima para os cortes.

4. Consumo de matéria seca e conversão alimentar

O consumo de matéria seca é essencial para o planejamento de dietas de confinamento e do uso das pastagens, pois tem relação com as exigências nutricionais dos bovinos. Quando relacionado à conversão alimentar, que é um índice de quanto de alimento é necessário para obter um quilo de carcaça, permite fazer previsões do ganho de peso e comparar com os resultados obtidos. 

 

Pode ser utilizado para seleção de animais mais eficientes. Dessa forma, associando consumo de matéria seca e conversão alimentar, você tem animais que consomem menos alimentos e convertem mais em carcaça. 

5. Custo da tonelada de matéria seca

Em confinamentos, a maior parte do custo de produção é com dieta. Como já dito, a formulação de dietas baseia-se na exigência nutricional necessária para se obter o ganho de peso estimado, dessa forma ao mensurar esses componentes temos a quantidade de matéria seca da dieta e os valores desse custo. 

 

Já em sistemas a pasto, o custo da tonelada de matéria seca deve ser calculado através do custo em adubação, irrigação, manejo e a produção efetiva de matéria seca que a pastagem teve. 

6. Custo Operacional

O custo operacional engloba a quantidade total desembolsada para o sistema fluir do início ao fim, com infraestrutura, maquinário, quadro de funcionários, energia elétrica entre outros. Esse valor pode ser mensurado por animal por dia.

7. ECC e Acabamento de carcaça

O Escore de Condição Corporal (ECC) é uma medida subjetiva baseada na classificação dos animais em função da cobertura muscular e da massa de gordura. Portanto, o escore de condição corporal (ECC) estima o estado nutricional dos animais por meio de avaliação visual e/ou tátil e representa uma ferramenta importante de manejo. 



8. Custo da @ produzida

Esse indicador, quando relacionado a outros, pode mostrar a lucratividade da atividade e quando comparado por diferentes ciclos, pode validar o uso de novas técnicas, ferramentas ou insumos.
Considerando todos os custos a partir da entrada dos animais no confinamento ou no sistema de pasto da fazenda, sejam alimentares ou operacionais (não alimentar), divide-se o valor total gasto pela quantidade de arrobas produzidas.

 

9. Preço de venda

Ao vender animais pode haver acréscimos durante a negociação. Essas alterações no preço podem ser: bonificações concedidas pelo frigorífico como premiação por enquadrar os animais em padrões mais exigentes de qualidade, ou acréscimos no valor do título da compra, particulares a cada contrato, chamado de ágio.

 

10. Lucro por cabeça

Tendo em mãos os preços de compra, os custos durante a engorda do animal no sistema e o valor que foi pago pelo animal, no frigorífico, é possível calcular o quanto foi obtido de lucro por cabeça que foi mantida no ciclo.
Estes são os principais índices para acompanhamento da performance e da saúde da atividade, você tem usado essas métricas?
Fique ligado no PPI que iremos, nos próximos artigos, tratar exclusivamente cada um destes 10 indicadores.

 

Colaboradores:Renato Prodoximo, Murilo Garrett, Egleu Mendes

Edição: Gabriela Estevam

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